Os Quadrinhos voltam em breve… e eu não vejo a hora de mostrar as novidades.
Moleskine no bolso, desenho em qualquer lugar!
Adoro meu molesquine! Com ele sou livre para desenhar o que quero do jeito que quero quando quero. Para alguns fazer um sketchbook é quase uma profissão, para outros, distração, para mim é meditação.
Enquantoi desenho nele, penso reflito, analiso cada traço. Diferente de quando estou fazendo ilustrações profissionalmente, em que tenho que seguir um conceito, uma idéia pré-estabelecida por alguem. no meu moleskine sou eu, minha mão e os caminhos que o lápis; lapiseira ;caneta ou seja lá o que for me levam.
Eis alguns registros destes momentos;
R.I.P – GLAUCO
To triste. To triste pra caralho, revoltado talvez. Não quero desenhar. Só quero falar. O assassinato do Glauco foi covarde, não por ter acontecido com ele(fato triste), mas a forma como esta sendo relatada que parece ser recorrente nos dias de hoje – é, faz pensar – triste saber que sem mais nem menos você ou alguém da sua família, pode sofrer tamanha violência, e como uma amiga disse no twitter; … uma morte estúpida, matou dois e não levou nada…
O Glauco, Laerte e Angeli, são caras que fazem parte da minha história pessoal. Motivaram-me a conhecer os quadrinhos, fazer quadrinhos. Hoje sou funcionário da Folha de S.Paulo, (e pode parecer piegas), mas me orgulho de trabalhar onde ídolos da minha infância, trabalharam e construíram parte de seu trabalho.
Inevitavelmente hoje fui tomado por um sentimentalismo, barato e mundano, mas inevitável. Parte deste orgulho foi ferido hoje, não diminui, mas dá um nó no peito…
Ao Glauco agradeço, pelo incentivo indireto e pela obra deixada.
12 de março de 2010.
Descanse em paz.
©.ROCHA.10
Ps: Deixo registrado a tira publicada hoje na Folha de S.Paulo
Dia internacional de Mulher
Em um dia como o de hoje é inevitável olhar as mulheres, você liga a TV e lá esta; Homenagem às mulheres, anúncios sobre as mulheres, quase tudo para mulheres. Jovens bonitas e bem dispostas(coisas da grande mídia).
A verdade é que quando sai para trabalhar, não deixei de reparar em todas que passavam por mim. Negras, morenas, loiras, senhoras, jovens, diferentes tipos nada parecidas com as que eu vi pela manhã na TV. São diferentes, mas igualmente encantadoras algumas cheias de adereços outras mais discretas.
Segui meu trajeto de metro até o trabalho, e durante o trajeto saquei meu inseparável moleskine e fiz como de costume um estudo. Minha escolha não poderia ser diferente, uma mulher. Mas qual dentre tantas, então desenhei a primeira que vi, não sei se ela percebeu que eu estava fazendo seu retrato, mas segui firme tentando passar despercebido com meus olhares – algum dia acabo apanhando de algum marido ou namorado desavisado – finalizei o desenho e guardei meu caderno.
Estes retratos que faço durante a viagem, me promovem reflexões, principalmente em dias como o de hoje. Estes desenhos vão muito alem dos estudos de anatomia e expressão, eu acabo olhando as pessoas de uma maneira intima(mesmo se tratando de desconhecidos, cuja história pessoal desconheço),analisando o contexto social. Nas ultimas décadas as mulheres tiveram muitas vitórias, mas ainda há muito que se fazer.
Sou de uma geração onde as mulheres já têm “parte” seu espaço reconhecido na sociedade, falo da minha mãe que foi chefe de família a vida toda e não por ausência do meu pai, e sim por ter melhores condições de estudo e capacidade de gerenciar a vida familiar. Também acredito que devemos tornar esta sociedade mais igualitária. Mulheres e Homens devem lutar para que essa igualdade se torne real e verdadeira. Assim todos os dias serão das mulheres, crianças, idosos de cada componente da sociedade.
Aproveito também para dedicar outro desenho feito na sexta-feira anterior, que mostra a diversidade de estilos entre as mulheres que vejo no meu cotidiano.
Os desenhos podem não ser extermamente fieis às modelos, mas serve como registro deste dia, minha homenagem é simples, porem é para todas as mulheres reais e diferentes das que costumamos a ver na TV ou anúncios. Começo homenageando minha mãe, minha esposa, minhas irmãs, estendendo-se as minhas amigas, as mulheres que conheço, que irei conhecer, as que não conheço e que talvez nunca irei conhecer. Todas especiais e diferentes.
8 de março, verão de 2010.
Feliz dia internacional da Mulher.
Carlos Rocha.
Leitor, fã e aonde esta o profissional?
Já não é novidade a ninguém que há uma grande diferença entre fazer um fanzine de quadrinhos e produzir uma história profissionalmente. Tal diferença acaba ficando clara quando surge a oportunidade de se produzir profissionalmente, são muitos os fatores para se levar em consideração. Primeiro fator, os prazos devem ser cumpridos a risca, se prometeu para o dia “X”, no dia “X” você tem que entregar. Assim planejar seu trabalho se torna necessário, ler o roteiro, fazer thumbnails, ter um diálogo aberto com o roteirista, fazer esboços de personagens, cenários e tudo mais que esta prevista no roteiro se faz necessário, para que o trabalho não corra risco de atrasar.
Nas ultimas semanas tenho sentido na pele essa transição, venho produzindo quadrinhos já há algum tempo, mas nada como o projeto que estou envolvido agora. Toda vez que sento a prancheta me vem a cabeça algumas palavras que ouvi, ou li, (não lembro bem ao certo); “Para produzir quadrinhos profissionalmente, é preciso atravessar a arrebentação entre ser leitor/fã para produtor de quadrinhos(quadrinhista)”. Tal metáfora ajuda a entender o momento pelo qual eu atravesso, e neste momento a arrebentação é forte.
Quando eu estava produzindo minhas “webcomics” diariamente, tive a oportunidade de experimentar a transição do leitor/fã para o produtor de quadrinhos. Ter idéias diariamente foi desgastante, porém, ajudou-me a entender os processos envolvidos nesta atividade, e mais importante, praticar as metodologias de trabalho que uma história em quadrinhos. Às vezes acho que sou muito “nerd” e acabo criando de maneira muito sistemática. Parte da culpa dessa minha maneira de trabalhar se deve aos inúmeros livros, entrevistas, artigos e blogs de autores que andei lendo nos últimos anos, sobre os processos de criação nos quadrinhos, percebo a importância do processo, todavia gostaria que não houvesse tantos. São tantos os esquemas e processos, que penso que poderíamos colocá-los todos em um grande organograma ou uma planilha de Excel. :p
Não acredito que o processo criativo deve ser algo mensurável, calculado coisa do tipo. Mas é de suma importância saber objetivar, sua proposta, senão vejamos; Há cerca de dois meses, iniciei uma nova “webcomics”, no início a idéia era de acontecerem atualizações semanais. Para tanto, elaborei esboços para dois meses de publicações diárias, mas no fim publiquei apenas duas. Mas então aonde errei?
Meu erro não estava no planejamento, e sim no excesso de planejamento. Diferente de um trabalho de ilustração onde é possível fazer um punhado de trabalhos ao mesmo tempo sem comprometer o “deadline”, em quadrinhos isso não é possível. Fazer quadrinhos requer quase dedicação exclusiva ao projeto. E tenho me dedicado ao Maximo a este projeto. E nessa dedicação é onde começo a reconhecer o final da arrebentação, ainda estou nadando e engolindo água. Mas já é possível avistar uma área de calmaria, e quem sabe logo começar a surfar em grandes ondas, onde só os profissionais surfam.
Obrigado pela visita e paciência.
Carlos Rocha.
O primeiro recruta
Finalmente a segunda tira sobre o início do império de Dom oliveti. Espero que gostem.
Abraços.
O início do império
Feliz 2010 a todos!
Hoje é o dia do quadrinho nacional, e nessa data especial, inicío minha nova sequência de histórias, agora com personagens fixos.
Espero que gostem…






