Na língua portuguesa a palavra é feminina, o modo como a técnica é manipulada exige delicadeza, sensibilidade. È assim que penso a aquarela, provavelmente muitos não concordam, mas a pouca experiência que tenho com a técnica me faz pensar assim.
Conheço diversos ilustradores, desenhistas e artistas plásticos que gostam da técnica, mas não alcançam um resultado que se destaquem (me incluo entre eles), bons trabalhos são aqueles que têm esta alma feminina.
Estou sempre experimentando a aquarela, no geral os resultados são bem grosseiros – não gosto muito das minhas aquarelas – parecem sempre uma cópia malfeita de algum outro trabalho, mesmo em casos como os dos desenhos que ilustram o texto. Sempre que busco atingir um resultado mais suave, mas as cores ficam marcadas demais ou com volumes fora de lugar.
Treino, esta é a minha conclusão, claro que há uma evolução notável quando coloco meus trabalhos lado a lado. Porem esta evolução ainda não é suficiente, e o treino se faz necessário.
Estas meninas foram desenhadas e aquareladas no meu sketchbook. O espaço do sketchbook é ótimo para este tipo de aprendizado, já que nele você parte do principio que o erro acaba sendo incorporado pelo trabalho e na aquarela não é diferente. Quando produzimos uma aquarela é comum errarmos, e ao contrario que os iniciantes pensam errar é o melhor aprendizado.
Se um dia eu puder dar um conselho á alguém, será; “Erre ao Maximo!”
Abraço, Carlos!












Alguns meses atrás a Livraria da Vila propôs um tipo de “concurso cultural”, o qual teve bastante repercussão entre os ilustradores. Não vou ficar me estendendo no assunto já que ele foi bastante discutido, nos meses anteriores em blogs de ilustradores, lista de discussão e bastidores da ilustração. O fato que o tema sugerido era criar três Ilustrações (diferentes entre si… ?!?!?) com o tema conto de fadas.
Desde a semana passada venho fazendo umas tirinhas de quadrinhos “no sense”, e no fim de semana passado resolvi postá-las aqui. Por enquanto estou publicando em inglês, já que as fontes que possuo, não dispõem de caracteres latinos.O tema destes quadrinhos é bem genérico, neles falo de coisas cotidianas, e situações que imagino em meu trabalho ou em casa. Nestas duas semanas de produção intensa de história tem proporcionado uma ótima reflexão do que é fazer e produzir quadrinhos.

