Já faz alguntem que não consigo fazer desenhos durante minhas viagens de metro diárias. E hj finalmente consegui … É bem simples, mas ta ai para manter a prática e o hábito.

Já faz alguntem que não consigo fazer desenhos durante minhas viagens de metro diárias. E hj finalmente consegui … É bem simples, mas ta ai para manter a prática e o hábito.

Estudo de personagem para uma HQ de 8 páginas que estou fazendo. Espero que gostem

Ilustração Feita uma semana antes da queda.
Uma das coisas mais bacanas do processo de aprendizagem é a percepção que adquirimos da nossa evolução. Seja qual for à atividade que exercemos sempre há, em algum grau, alguma espécie de evolução.
Sempre que posso, gosto de comparar desenhos que fiz no passado como os que estão sendo produzindo atualmente. Recentemente, enquanto o Obama esteve no Brasil fiz um desenho dele no meu sketchbook, nada de mais. Ontem enquanto olhava uns desenhos antigos achei outro que havia feito em 2009. Olhando os dois percebi que houve uma grande evolução no meu traço, na maneira como eu penso o desenho 2 ou 3 anos podem parecer pouco tempo para se perceber grandes mudanças, mas com as poucas que vi, já fico satisfeito!
Eis os desenhos em questão em tirem suas próprias conclusões;
| Versão 2009: | Versão 2011: | |
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O outro lado de se fazer uma webcomics diária, é o laboratório que você cria. As webcomics são ideais para experimentações de formatos nos quadros, balões e onomatopéias. Nas ultimas que produzi, busquei explorar bastante essas características.
Os balões geralmente são usados de maneira burocrática, é muito comum e principalmente quadrinhistas desenhistas, quando produzem suas histórias, apenas transpor os textos e diálogos para os balões e onomatopéias, deixando assim que a imagem resolva o resto. È fato que existem quadrinhistas fantásticos que conseguem narrar a história apenas com suas imagens, sempre que penso nesse tipo de artista me lembro do Quino, mas isso é assunto para outro artigo.
A existência de mestres como estes não significa que o uso de onomatopéias e balões é a solução dos fracos, o que de fato ocorre é que ao se utilizar dessas ferramentas, o artista de quadrinhos torna seu trabalho mais expressivo e verdadeiro. Aproximando o leitor da história. Afinal o mundo é cheio de ruídos e em um suporte bidimensional, como é o caso de HQs, o uso de recursos assim ajuda na verossimilhança da história.
Mas quando nos colocamos a pensar nessas ferramentas, logo chegamos à conclusão que com as tecnologias recentes possibilitam agregar até sons nas HQs. Já vi muitas experiências com sons animações e outras coisas mais, com o intuito de se criar um novo tipo de linguagem nos quadrinhos. Sinceramente. Quadrinhos é um tipo especial literatura e assim como os livros, devem ser lidos.
De volta ao assunto, criar histórias diariamente proporciona essa aproximação com a linguagem e com suas particularidades. Pontos que depois de um bom tempo sem produzir histórias em quadrinhos, havia esquecido da sua importância na construção da história. Contar histórias em quadros sequenciais não consiste apenas em desenhar e colocar textos em balões, mas de uma maneira bem singular, é a arte de interpretar uma história.