To triste. To triste pra caralho, revoltado talvez. Não quero desenhar. Só quero falar. O assassinato do Glauco foi covarde, não por ter acontecido com ele(fato triste), mas a forma como esta sendo relatada que parece ser recorrente nos dias de hoje – é, faz pensar – triste saber que sem mais nem menos você ou alguém da sua família, pode sofrer tamanha violência, e como uma amiga disse no twitter; … uma morte estúpida, matou dois e não levou nada…
O Glauco, Laerte e Angeli, são caras que fazem parte da minha história pessoal. Motivaram-me a conhecer os quadrinhos, fazer quadrinhos. Hoje sou funcionário da Folha de S.Paulo, (e pode parecer piegas), mas me orgulho de trabalhar onde ídolos da minha infância, trabalharam e construíram parte de seu trabalho.
Inevitavelmente hoje fui tomado por um sentimentalismo, barato e mundano, mas inevitável. Parte deste orgulho foi ferido hoje, não diminui, mas dá um nó no peito…
Ao Glauco agradeço, pelo incentivo indireto e pela obra deixada.
12 de março de 2010.
Descanse em paz.
©.ROCHA.10
Ps: Deixo registrado a tira publicada hoje na Folha de S.Paulo
Feliz 2010 a todos!
Hoje é o dia do quadrinho nacional, e nessa data especial, inicío minha nova sequência de histórias, agora com personagens fixos.
Espero que gostem…
Tira feita em parceria com o Marcelo Saravá. Roteito do Saravá e arte minha.
Durante o mês de Setembro produzi diariamente tiras de quadrinhos. Obviamente boa parte do material contém erros e são pouco consistentes, mas provavelmente nunca produzi tanto quando no neste mês. Experiência que levo para as minhas futuras Hq’s. Escolhi ter os textos em inglês mais por um problema técnico do que por qualquer outro motivo, isto acabou gerando algumas reclamações, principalmente porque acabei cometendo vários erros (rsrs).
Como minha intenção foi de aprendizagem e não de quebra de recorde ou coisa parecida, estou diminuindo o ritmo da produção, que por sinal é muito intenso. Meu próximo objetivo é fazer publicações duas vezes por semana , assim eu poderei dar mais atenção a todo processo, afinal fazer quadrinhos não igual a fazer pão, que todo dia tem que sair quentinho e fresquinho.
Voltando ao assunto da produção diária, este mês estarei lançando uma revista independente chamada “Pelas Bordas” , resultado de algumas oficinas que aconteceram no SESC Pompéia. Algumas das tiras produzidas aqui serão publicadas lá. A revista é um catatau de 192 páginas de quadrinhos no formato de pocketbook (9,5 x 6,5 cm), que reuni os participantes dessas oficinas, pessoas que estão iniciando agora, roteirista e ilustradores buscando novos horizontes e até “veteranos” (como o que vos escreve), todos orientados pelo Gualberto Costa (Gual). A publicação contará também com as participações especiais do Jal que gentilmente cedeu uma de suas histórias para nossa revista e do Nobu Chinen que tambem gentilmente permitiu que publicássemos seu ártico sobre a revista independente Balão.
Este foi um desafio muito interessante e intenso do ponto de vista editorial, pois em apenas 4 encontros dominicais, criamos uma revista que carrega consigo uma questão complicada; Como reunir em um espaço tão pequeno um universo tão grande de pessoas? Bom a resposta logo será respondida nas páginas de Pelas Bordas.
Estou bastante eufórico com essa nova perspectiva, estar de volta a uma produção que abandonei durante a faculdade, da um gás novo, tanto no que diz respeito a minha vida profissional quanto á minha produção artística. Tenho aplicado um olhar mais critico sobre as coisas que faço diariamente e estado mais alerta as histórias que me rodeiam. Para finalizar repito o que muitos quadrinhistas disseram no ultimo HQMix;
Quadrinhos é foda!












